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Câncer de intestino e reto

O câncer colorretal é o tumor do aparelho digestivo mais comum no Brasil e um dos que mais podem ser evitados. A maioria começa como um pólipo, que a colonoscopia encontra e retira. Sangue nas fezes ou mudança no ritmo do intestino precisam ser investigados, em qualquer idade.

Texto revisado por Dr. Ricardo Aurichio, CRM-PR 25806Atualizado em novembro de 2026

Prevenção é possível

O câncer de intestino leva anos para se formar a partir de um pólipo. Por isso a colonoscopia previne o câncer. O pólipo é retirado durante o próprio exame.

As sociedades médicas têm recomendado começar o rastreamento aos 45 anos em pessoas sem risco aumentado. Quem tem pai, mãe ou irmão com a doença deve começar antes, em geral dez anos antes da idade do diagnóstico do familiar.

Os casos em adultos com menos de 50 anos vêm aumentando. Ser jovem não é motivo para adiar a investigação de um sintoma.

Sinais que merecem atenção

  • Sangue nas fezes, mesmo pouco
  • Intestino que mudou de ritmo
  • Fezes mais finas que o normal
  • Sensação de não ter esvaziado
  • Anemia sem explicação
  • Cólicas e barriga inchada frequentes

Hemorroida é a causa mais comum de sangramento, mas só deve ser assumida depois de uma avaliação.

Intestino grosso (cólon)

A colectomia retira o trecho do intestino com o tumor e os linfonodos que o acompanham. As pontas são unidas na mesma cirurgia na grande maioria dos casos. Pela via robótica ou laparoscópica, a alta costuma acontecer em poucos dias.

Reto

O reto fica dentro da pelve, um espaço estreito, cercado pelos nervos da bexiga e da função sexual e pelo músculo que controla a evacuação. É aqui que a cirurgia robótica mais ajuda.

Em tumores mais baixos ou avançados, quimioterapia e radioterapia vêm antes. Em parte dos pacientes, o tumor desaparece nos exames, e é possível acompanhar de perto sem operar, numa estratégia chamada observar e aguardar. Quando a cirurgia é necessária, a técnica de excisão total do mesorreto retira o tumor com o tecido ao redor de forma intacta.

E a bolsa de colostomia?

É a pergunta que mais ouço. Na maioria das cirurgias de cólon, não é necessária. No reto, às vezes faço uma ostomia temporária para proteger a emenda enquanto ela cicatriza, e ela é fechada em uma segunda cirurgia menor depois de alguns meses. A bolsa definitiva fica para tumores muito próximos do ânus, e isso é conversado antes.

Dúvidas frequentes

Exame de sangue oculto nas fezes deu positivo. E agora?

O próximo passo é a colonoscopia. A maioria dos resultados positivos não é câncer, mas pode ser um pólipo que vale retirar.

Com quantos anos devo fazer colonoscopia?

Sem história familiar, a partir dos 45 anos. Com familiar de primeiro grau afetado, antes. Qualquer sintoma pede investigação, independentemente da idade.

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Para quem acompanha

Familiares são bem-vindos na consulta. Anotar as perguntas antes ajuda a não esquecer nada na hora. Veja o guia do paciente.

Outras áreas: Esôfago · Estômago · Pâncreas · Fígado e vias biliares